Não raro
Não raro, preciso entrar num outro mundo. E que outro lugar me abriga melhor do que este que agora estou? Aqui, posso ser eu mesma, livre das minhas amarras, dos meus marcos, das minhas tristezas e frustrações. Não tenho mais medo de não ter o que dizer. Não tenho mais medo do “não”. Começo pela sinceridade de só dizer “sim” quando assim for o meu desejo.
Sim, quero escrever agora e é por aqui que eu vou. Finjo-me a personagem e desenrolo esta minha própria condescendência com o que desejo ser. Suponho, então, que estivesse em qualquer lugar secreto da minha inspiração, aquele onde encontraria uma pessoa amada que, se não morreu...jamais.
Aos poucos vou me lembrando do meu processo. Insólito e precioso, delicadíssimo e sincero (só aí já há mais do que “jamais”).
Vamos pontuar assim: nós nos sabemos.
As coisas, quando raras, devem ser sorvidas até o fim.
A vida, por exemplo.
Nos seus detalhes (da vida ou nos seus?) a gente escapa. Um encontro, um desencontro (da vida ou o nosso?).
Mas na sua amplidão (da vida), não só o mar. Para aceitá-la (a vida) é preciso mais: alguém.
Somos nós.
Só que, aí, jamais.
Conformar-se com a delicada certeza do seu legado (o seu) ou com a incerteza de um porvir? (haverá?). A espera não existe. A distância também não: é ânsia.
(lá no fundo, vê-se um mar)
Sim, quero escrever agora e é por aqui que eu vou. Finjo-me a personagem e desenrolo esta minha própria condescendência com o que desejo ser. Suponho, então, que estivesse em qualquer lugar secreto da minha inspiração, aquele onde encontraria uma pessoa amada que, se não morreu...jamais.
Aos poucos vou me lembrando do meu processo. Insólito e precioso, delicadíssimo e sincero (só aí já há mais do que “jamais”).
Vamos pontuar assim: nós nos sabemos.
As coisas, quando raras, devem ser sorvidas até o fim.
A vida, por exemplo.
Nos seus detalhes (da vida ou nos seus?) a gente escapa. Um encontro, um desencontro (da vida ou o nosso?).
Mas na sua amplidão (da vida), não só o mar. Para aceitá-la (a vida) é preciso mais: alguém.
Somos nós.
Só que, aí, jamais.
Conformar-se com a delicada certeza do seu legado (o seu) ou com a incerteza de um porvir? (haverá?). A espera não existe. A distância também não: é ânsia.
(lá no fundo, vê-se um mar)
