Deixe-me, equivocada, pensar na realidade da sua presença. Do seu cheiro. Da sua inexistência. E, a partir daí, da fantasia do seu cabelo, do seu sorriso, da sua personalidade, ou do seu não-ser, imaginá-lo.
Fechei a porta do banheiro para fingir uma intimidade que não existe: somos. Vesti calça jeans e blusão fechado para esconder minha pele branca, meus pelos, eu, como se você não me conhecesse. Bobeira, eu sou assim. Gosto de ser assim. Gosto de me mostrar mulher quando quero, gosto de mostrar-me estranha quando quero, gosto de mostrar-me imatura, gosto de misturar-me, gosto de ser, gosto de não ser. A vida é isso mesmo, v-i-d-a, com suas quatro letras, com sua capacidade tomada. Vida. Imbuída de um sentimento de morte, que mais é impotência. E que nos domina e nos deixa ir...para quando nos quiserem.
Fechei a porta do banheiro para fingir uma intimidade que não existe: somos. Vesti calça jeans e blusão fechado para esconder minha pele branca, meus pelos, eu, como se você não me conhecesse. Bobeira, eu sou assim. Gosto de ser assim. Gosto de me mostrar mulher quando quero, gosto de mostrar-me estranha quando quero, gosto de mostrar-me imatura, gosto de misturar-me, gosto de ser, gosto de não ser. A vida é isso mesmo, v-i-d-a, com suas quatro letras, com sua capacidade tomada. Vida. Imbuída de um sentimento de morte, que mais é impotência. E que nos domina e nos deixa ir...para quando nos quiserem.
