Escrever: meu ofício sagrado
Esta história de querer ser escritora vem de longe, lá da minha infância. Naquela época, muito pela influência do meu pai, que é jornalista, eu gostava de colocar as laudas amareladas que ele guardava para mim na máquina de escrever e ficar martelando as teclas como se estivesse dizendo algo. Na maioria das vezes, eram bilhetinhos, histórias sem pé nem cabeça, contos fantásticos de formigas falantes e melancias despedaçadas.
Ser escritora, para mim, foi uma cisma, um destino que desejei seguir. Quanto mais queria ser escritora, mais lia. Precisava saber como os autores conseguiam contar uma história de modo tão interessante e de onde vinham suas idéias geniais. Queria muito ser um deles. Anos depois, constatei a tolice: eu precisaria, no mínimo, ser eu mesma. E assim é que comecei a me expor, primeiro para os amigos e parentes, mostrando algumas das quais considerava as minhas mais completas composições; depois parti para a internet e aqui me dediquei longo tempo. Hoje estou mais quieta, escrevendo com pudores e à mão.
Não sou uma escritora. Sou alguém que aos poucos vem retomando um ofício que considera sagrado, tão sagrado quanto a solidão que precisa para exercê-lo.
Ser escritora, para mim, foi uma cisma, um destino que desejei seguir. Quanto mais queria ser escritora, mais lia. Precisava saber como os autores conseguiam contar uma história de modo tão interessante e de onde vinham suas idéias geniais. Queria muito ser um deles. Anos depois, constatei a tolice: eu precisaria, no mínimo, ser eu mesma. E assim é que comecei a me expor, primeiro para os amigos e parentes, mostrando algumas das quais considerava as minhas mais completas composições; depois parti para a internet e aqui me dediquei longo tempo. Hoje estou mais quieta, escrevendo com pudores e à mão.
Não sou uma escritora. Sou alguém que aos poucos vem retomando um ofício que considera sagrado, tão sagrado quanto a solidão que precisa para exercê-lo.
